sábado, 16 de outubro de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

PRESERVAÇÃO DA NATUREZA

Você sabe quantas toneladas de CO2 você emite na atmosfera por mês com o seu consumo de energia?
Click aqui e descubra o impacto sob o planeta
Quer fazer a diferença?
Foi pensando nisso e acreditando que grandes ações começam com pequenos passos que a Coelba criou para você o Projeto Energia Verde. Uma oportunidade de reduzir o seu consumo de energia elétrica em prol do meio ambiente.
De que forma podemos ajudar o planeta?
Você colabora com o programa do Instituto BioAtlântica – IBio para reflorestamento de áreas remanescentes de Mata Atlântica na Região Sul do Estado da Bahia. Ao plantar árvores você estará compensando a emissão de CO2 para o meio ambiente.
Para participar o cliente deverá doar mensalmente R$ 5, R$ 7 ou R$ 10 a serem debitados na fatura de energia elétrica por até 24 meses. Em contrapartida o projeto lhe dará o direito de adquirir 2 bônus na compra de condicionadores de ar, refrigeradores e freezers certificados com o Selo Procel de Economia de Energia e disponibilizará 5 lâmpadas fluorescentes compactas de 15W.
O seu equipamento velho deverá ser recolhido na sua residência pela Coelba sem custo adicional. Você vai continuar usufruindo dos nossos serviços da melhor forma possível, e sem desperdícios!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

montagem do trabalho final

pequeno registro da nossa montagem,
parabéns a todos!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pedra mole em água dura – Paula Barreto


A videoarte é uma forma de expressão artística que utiliza a tecnologia do vídeo em artes visuais. Os recursos possibilitados pelo vídeo são exploarados com o intuito de surpreender o espectador e fazer com que este goze de uma experiencia estética singular. Esta definição cabe muito bem ao vídeo “Pedra mole em água dura”, dirigido por Paula Barreto e que alcançou o terceiro lugar na mostra competitiva do 4° Vivo arte.mov 2009 - Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis. De forma bastante surpreendente, a diretora se utiliza da exploração de texturas para criar um efeito inesperado entre seus expectadores. O vídeo mostra uma silhueta humana, em forma de sombra, que insiste em jogar uma pedra sobre a superfície de um espelho d’água. Ao arremessar a pedra, esta bate no espelho d’água e volta à mão do arremessador, que após algumas tentativas consegue finalmente fazer com que esta afunde nas águas. A partir deste mote bem simples, Paula consegue brincar com as texturas e com a expectativa de quem assiste ao vídeo.


Devo admitir que este vídeo me agradou em todos os aspectos, a começar pelo próprio nome. Quem faz uma leitura rápida e desatenta, nem percebe a inversão dos valores em jogo. O velho e tradicional ditado ganha uma nova roupagem, uma nova significação e principalmente uma provocação: Como assim Pedra mole e água dura? Outro ponto que deve ser bastante elogiado é a maestria com que a diretora trabalha a questão da textura da água durante o vídeo. De forma bastante original, Paula brinca com nossa percepção e nos confunde o tempo inteiro. Faz parecer que o espelho d’água, apesar de sua textura liquida, que é mantida, passe a impressão de ser uma superfície dura, a partir do uso de efeitos sonoros e visuais possibilitados pelo vídeo. As cores também foram muito bem exploradas. O azul-piscina que estoura o vídeo dá uma sensação de leveza e suavidade peculiar. A verdade é que a partir de uma idéia muito simples e bem executada e através de um filme mais simples ainda, e que explora e inverte os valores do tradicional ditado “Água mole pedra dura, tanto bate até que fura” de uma forma bastante peculiar e criativa, Paula Barreto alcança o verdadeiro intuito do Vídeo arte. Muito Bom.



Link para o vídeo:



http://www.youtube.com/watch?v=pzsLgsr_mhE


Atlântico – André Hime e Huila Gomes



Por trabalhar muito com abstrações, texturas e efeitos, muitas obras da vídeo-arte são mal interpretadas ou possuem uma aceitação difícil para o grande público. No entanto, muitas vezes acontece o contrário. Diretores produzem obras que só funcionam dentro da sua própria imaginação. E para ser critico mesmo, são ruins, sem graça e de um alcance muito pequeno. Esta é a minha opinião a respeito do vídeo-arte “Atlântico”, de André Hime e Huila Gomes. Por ter recebido a menção honrosa dos jurados na mostra competitiva do 4° Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, esperava muito mais dos diretores, conhecidos por trabalhos com a Pixel Banana, que desde 2005 atua como grupo audiovisual independente. O vídeo mostra a visão de alguém que corre desesperadamente para o mar e se lança nas águas. A câmera fica o tempo todo em primeira pessoa, com bastantes tremulações e utilizando um efeito para desfocar as imagens. Primeiro ela filma a corrida (sem jamais aparecer o corpo da pessoa) até a água explorando a desenho das pedras na areia e a suas texturas, até entrar com a câmera debaixo d’água e mostrar os desenhos e deformações visuais que a água propicia.


A verdade é que o vídeo não despertou nada demais em mim, não me mostrou nada de novo. Até concordo que ele possua um valor estético interessante, mas é muito pouco para receber uma menção honrosa e se colocar ao lado de vídeos como o “98001075056” de Felipe Barros. O vídeo pode até ser bonito e passar uma sensação de tranqüilidade por conta das paisagens maravilhosas que captura, no entanto não traz nenhum tipo de provocação, nenhum tipo de novidade estética. Ficou um gosto de decepção e um questionamento pela menção honrosa. Achei tudo muito normal, acho que só os diretores e os jurados consideraram uma obra de arte daquelas.



Link para o vídeo:



http://www.youtube.com/watch?v=7sR7cIDA9pc

98001075056 – Felipe Barros



É simplesmente fantástico o efeito visual proposto por Felipe Barros no seu vídeo arte denominado “98001075056”. O vídeo, apesar de não ter abocanhado prêmios na mostra competitiva do 4° Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, mais conhecido como artemov, recebeu uma menção honrosa dos jurados. A partir de fotos antigas, que surgem em um plano fechado e único, o diretor propõe um efeito visual que parece fazer com que estas fotos se dissolvam e neste processo formem paisagens e efeitos completamente abstratos e surreais. O impacto para quem está assistindo é imediato. De fotos antigas, que retratam senhores bem trajados posando para um retrato (hábito bastante comum nos primórdios da fotografia), a partir de uma espécie de dissolução da tinta, que vai se transformando em flocos até dissipar-se completamente, surge uma seqüência de composições de cores e formas deslumbrantes e surreais. Como você pode perceber, não é muito fácil descrever o efeito que Felipe Barros propõe em “98001075056” e talvez este seja seu grande mérito. Há coisas que são impossíveis de ser descrita apenas por palavras.


Ao longo do vídeo o efeito é utilizado em cinco fotos distintas e no final, o autor propõe, de maneira bem sutil, que o efeito também pode ser utilizado da forma inversa (a partir de elementos surreais, se chegar a uma foto). O vídeo também possui uma trilha sonora marcante. Com um fundo que dá uma idéia de ventania associado a alguns elementos de efeito, cria-se uma atmosfera que reforça a noção de abstração proposta pelo autor. É um vídeo que merece ser visto por mostrar algo diferente, uma proposta inovadora e interessante. Felipe Barros faz jus às menções honrosas que recebeu.



Link para o vídeo:



http://www.youtube.com/watch?v=K9nXHPKp-iI