quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Conto da Ilha Desconhecida

Somos todos uma ilha, às vezes conhecida pelos outros, mas desconhecida por nós mesmos. Nos surpreendemos tanto cada vez que nos damos a chance de nos vermos, que chegamos ao fim da linha com a grande dúvida, quem sou afinal? Mas preferimos ir buscando, procurando encontrar por ilhas fora , afim de nos preenchermos.

Acredito que somos esta ilha e, que transferimos para os reis o consentimento de mergulharmos no mundo para experiementamos nossas aventuras, realizar nossos desejos, nos apropriarmos dos nossos pensamentos. Todo tempo estamos nos resguardando das verdades do mundo. Atribuímos a outros tudo aquilo que por falta de coragem, ou de maturidade, não assumimos. É mais fácil viver assim.

Quando a verdade nos chega e temos a chance de experienciar, não sabemos o que fazer, preferimos fazer de conta que não entendemos, ou que é um sonho.

Sophie Calle - "Cuide de você"



Arte é criar do simples algo que pode encantar, mexer, remexer, irritar, apaixonar. A criação pode ocorrer do amor, do medo, da mentira, da tristeza, da ira, da inveja, da solidão, da felicidade. O que importa mesmo é escoar, jogar para fora, materializar sentimentos e emoções. Foi desta forma que a artista Sophie Calle expôs sua arte. A partir dos vários olhares, dos variados modos de observar, ler, interpretar uma mesma ocorrência, descrita em uma carta, a artista nos levou observar como os diversos seres humanos reagem de forma tão diferente a uma mesma leitura. Ela nos traz a possibilidade de que é possível que outros respondam por nós, quando ainda não estamos prontos para respondermos.








quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MEU LUGAR É A TERRA!


TERRA: Onde me sinto pequena diante da imensidão do universo.
Mas de onde me questiono e me enriqueço de idéias e sonhos.
O Mundo onde está nossa Terra, me fascine, me encanta, me enlouquece!
Mas o Mundo também me assusta e me entristece.
Quando olho para a Terra fotografado no Mundo, me pergunto:
Que lugar é este solto no tempo e no espaço?!
Quem está de cabeça para cima e quem está de cabeça para baixo?!
Tanta água que podia está solta no espaço, mas encontra-se condensada no contorno desta Terra.
Quem segura todas esta água.
Dai me pergunto, quem segura todas nossas emoções.
O Mundo é um mistério e a Terra faz parte deste mistério, que ninguém conseguiu até hoje desvendar e muito menos explicar.
Solange Lima

“Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...”
(Caetano Veloso)
Tentei pensar não apenas em um lugar;
pensei alem disso, pensei.

Um lugar de bom acesso,
um lugar de contrastes,
um lugar onde fora residencia de nobres,
e hoje a notável miséria dos pobres

um lugar tão banal,
um lugar tambem cartão postal,
um lugar que haja a falta de cor,
um lugar colorido,

um lugar habitado,
um lugar sem vida,
um lugar de seres sem vida,
meninas, gays e mulheres da vividas,

um lugar de ampla e rica arquitetura,
um lugar simbolo de miséria,
um lugar lembrança da boêmia,
um lugar onde um dia ja reinou a alegria,

um lugar onde haja um lindo por do sol,
um lugar oculto numa paisagem deslumbrante,
um lugar que passa despercebido figurando a encenação da beleza,

um lugar onde alguns procuram prazer,
um lugar onde algumas a função vão exercer,
um lugar divisão entre alto e baixo,
um lugar ladeira,
um lugar montanha,
ladeira da montanha,
minha idéia de lugar.

Por:Jamilson de Sousa

A Feira

No interior da feira deve existir segredos e detalhes que faz daquele lugar um universo diferente.
Os produtos que são vendidos na feira, as pessoas que frequentam a feira e claro os feirantes, pois eles são a base da feira digamos assim. Nesse ambiente acontece uma relação que pode ser bastante explorada.
É interessante buscar o passado daquele local e como é agora, com todos esses avanços acarretados pela globalização e o que eles (feirantes) esperam da feira no futuro???

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Exposição Cuide de você, de Sophie Calle - MAM

A experiência de ler vários pontos de vista sobre um drama amoroso pessoal foi ao mesmo tempo divertida e reflexiva. A diversão ficou por conta das várias formas de apresentar um texto, desde a mais clássica a partir de letras grafadas em ordem formando palavras e estas por sua vez, organizadas com alguma intenção, também fotografia, ilustrações, vídeos e outras que não guardei. Não fui tomada por nenhum sentimento de dor de amor perdido, muito ao contrário, aquelas tantas respostas tornou o fato muito prático e objetivo, algo comum vivido por todos. Será que Sophie Calle atuou como mulher sofrida por levar um fora ou como artista expondo uma obra? Talvez os dois, em momentos diferentes. Contrapondo o título da exposição "Cuide de você", o GIA montou o Espaço DR, um ambiente vermelho com da paixão que orgulhosamente discursava: "Nós cuidamos de você" ou "Me chama de meu amor".

Meu espaço, a rua



Sofro de introspecção crônica e a rua para mim, tão grande e preenchida, é um espaço/lugar de desafio, de ação e de relações. Milton Santos em A Natureza do Espaço propõe, "...que o espaço seja definido como um conjunto indissociável de sistemas de objetos e de sistemas de ações";  "Ação é um deslocamento visível do ser, no espaço, criando uma alteração, uma modificação do meio (A. Moles, Phénomenologie de l'Action - 1974)". Inspirado em T.Parsons & E. Shils (1952), E. Rogers (1962) nos lembra que um ato é formado de: (1) comportamento orientado; (2) que se dá em situações; (3) que é normativamente regulado; (4) que envolve um esforço ou uma motivação. A partir do entendimento destes quatro itens vou tentar ler a ação da foto, que não tem título mas atende uma necessidade de dizer que as coisas não são estáticas e muito menos organizadas. Um domingo, rua menos movimentada mas que no dia seguinte estará ocupada. Para realizar esta ação foi preciso pintar os papéis a serem colados, levar a cola misturada com água até um local onde haja espaço para o cartaz, de preferência um muro 'sem dono' ou abandonado, o que significa uma possibilidade de maior duração da obra. A ação geralmente é feita em grupo já que a rua é um espaço de todos, assim como eu posso fazer uma colagem num muro um outro pode rasgá-la dois segundos após a minha saída ou ainda tentar impedir a ação. Escolho a rua por ser um espaço público onde todos devem ter direitos. Fazer uma ação no espaço comum da rua é uma rica experiência de exposição do corpo, motivada pela troca com um outro que eu não vejo e não conheço, mas que compartilho a rua, a cidade, tema da ação.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cuidando bem do coração

Tem coisas que tocam mesmo a gente... arte faz isso comigo.
Quando cheguei no MAM no dia da abertura da exposição de Sophie Calle, me deparei com uma forma linda de se lidar com a dor, com a perda.
Além de jogar aquilo tudo pra fora dela, ainda transformou a experiência em uma exposição de primeira qualidade. Me identifico com isso na medida que componho, e faço exatamente isso com as coisas que sinto.
Achei linda a exposição, no sentido mais cru da palavra.
Porque é isso que ela faz, se expõe lindamente através da arte.
Apludi.


Júlia Maia

Arte Paisagem




Meu Lugar

Meu lugar é o mar. É o azul, é o encanto, é o balanço. Assisto o sol no adeus, partindo, levando o dia mais bonito que foi vivido, mas espero, pois amanhã tem mais. O lugar de que falo é a baia, portão de entrada da Bahia. Me coloco no Solar, apenas como platéia, enquanto, no palco, temos todo aquele mar. Acho que tudo começou lá, no Solar. Solar do Unhão.

Fotos visita MAM











Fotos palestra