segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pedra mole em água dura – Paula Barreto


A videoarte é uma forma de expressão artística que utiliza a tecnologia do vídeo em artes visuais. Os recursos possibilitados pelo vídeo são exploarados com o intuito de surpreender o espectador e fazer com que este goze de uma experiencia estética singular. Esta definição cabe muito bem ao vídeo “Pedra mole em água dura”, dirigido por Paula Barreto e que alcançou o terceiro lugar na mostra competitiva do 4° Vivo arte.mov 2009 - Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis. De forma bastante surpreendente, a diretora se utiliza da exploração de texturas para criar um efeito inesperado entre seus expectadores. O vídeo mostra uma silhueta humana, em forma de sombra, que insiste em jogar uma pedra sobre a superfície de um espelho d’água. Ao arremessar a pedra, esta bate no espelho d’água e volta à mão do arremessador, que após algumas tentativas consegue finalmente fazer com que esta afunde nas águas. A partir deste mote bem simples, Paula consegue brincar com as texturas e com a expectativa de quem assiste ao vídeo.


Devo admitir que este vídeo me agradou em todos os aspectos, a começar pelo próprio nome. Quem faz uma leitura rápida e desatenta, nem percebe a inversão dos valores em jogo. O velho e tradicional ditado ganha uma nova roupagem, uma nova significação e principalmente uma provocação: Como assim Pedra mole e água dura? Outro ponto que deve ser bastante elogiado é a maestria com que a diretora trabalha a questão da textura da água durante o vídeo. De forma bastante original, Paula brinca com nossa percepção e nos confunde o tempo inteiro. Faz parecer que o espelho d’água, apesar de sua textura liquida, que é mantida, passe a impressão de ser uma superfície dura, a partir do uso de efeitos sonoros e visuais possibilitados pelo vídeo. As cores também foram muito bem exploradas. O azul-piscina que estoura o vídeo dá uma sensação de leveza e suavidade peculiar. A verdade é que a partir de uma idéia muito simples e bem executada e através de um filme mais simples ainda, e que explora e inverte os valores do tradicional ditado “Água mole pedra dura, tanto bate até que fura” de uma forma bastante peculiar e criativa, Paula Barreto alcança o verdadeiro intuito do Vídeo arte. Muito Bom.



Link para o vídeo:



http://www.youtube.com/watch?v=pzsLgsr_mhE


Atlântico – André Hime e Huila Gomes



Por trabalhar muito com abstrações, texturas e efeitos, muitas obras da vídeo-arte são mal interpretadas ou possuem uma aceitação difícil para o grande público. No entanto, muitas vezes acontece o contrário. Diretores produzem obras que só funcionam dentro da sua própria imaginação. E para ser critico mesmo, são ruins, sem graça e de um alcance muito pequeno. Esta é a minha opinião a respeito do vídeo-arte “Atlântico”, de André Hime e Huila Gomes. Por ter recebido a menção honrosa dos jurados na mostra competitiva do 4° Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, esperava muito mais dos diretores, conhecidos por trabalhos com a Pixel Banana, que desde 2005 atua como grupo audiovisual independente. O vídeo mostra a visão de alguém que corre desesperadamente para o mar e se lança nas águas. A câmera fica o tempo todo em primeira pessoa, com bastantes tremulações e utilizando um efeito para desfocar as imagens. Primeiro ela filma a corrida (sem jamais aparecer o corpo da pessoa) até a água explorando a desenho das pedras na areia e a suas texturas, até entrar com a câmera debaixo d’água e mostrar os desenhos e deformações visuais que a água propicia.


A verdade é que o vídeo não despertou nada demais em mim, não me mostrou nada de novo. Até concordo que ele possua um valor estético interessante, mas é muito pouco para receber uma menção honrosa e se colocar ao lado de vídeos como o “98001075056” de Felipe Barros. O vídeo pode até ser bonito e passar uma sensação de tranqüilidade por conta das paisagens maravilhosas que captura, no entanto não traz nenhum tipo de provocação, nenhum tipo de novidade estética. Ficou um gosto de decepção e um questionamento pela menção honrosa. Achei tudo muito normal, acho que só os diretores e os jurados consideraram uma obra de arte daquelas.



Link para o vídeo:



http://www.youtube.com/watch?v=7sR7cIDA9pc

98001075056 – Felipe Barros



É simplesmente fantástico o efeito visual proposto por Felipe Barros no seu vídeo arte denominado “98001075056”. O vídeo, apesar de não ter abocanhado prêmios na mostra competitiva do 4° Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, mais conhecido como artemov, recebeu uma menção honrosa dos jurados. A partir de fotos antigas, que surgem em um plano fechado e único, o diretor propõe um efeito visual que parece fazer com que estas fotos se dissolvam e neste processo formem paisagens e efeitos completamente abstratos e surreais. O impacto para quem está assistindo é imediato. De fotos antigas, que retratam senhores bem trajados posando para um retrato (hábito bastante comum nos primórdios da fotografia), a partir de uma espécie de dissolução da tinta, que vai se transformando em flocos até dissipar-se completamente, surge uma seqüência de composições de cores e formas deslumbrantes e surreais. Como você pode perceber, não é muito fácil descrever o efeito que Felipe Barros propõe em “98001075056” e talvez este seja seu grande mérito. Há coisas que são impossíveis de ser descrita apenas por palavras.


Ao longo do vídeo o efeito é utilizado em cinco fotos distintas e no final, o autor propõe, de maneira bem sutil, que o efeito também pode ser utilizado da forma inversa (a partir de elementos surreais, se chegar a uma foto). O vídeo também possui uma trilha sonora marcante. Com um fundo que dá uma idéia de ventania associado a alguns elementos de efeito, cria-se uma atmosfera que reforça a noção de abstração proposta pelo autor. É um vídeo que merece ser visto por mostrar algo diferente, uma proposta inovadora e interessante. Felipe Barros faz jus às menções honrosas que recebeu.



Link para o vídeo:



http://www.youtube.com/watch?v=K9nXHPKp-iI



Sophie Calle – Cuide de você!



A exposição da artista francesa Sophie Calle é no mínimo marcante. Marcante, porque de alguma forma o conteúdo da sua exposição consegue tocar a todos, independente da cor, da idade ou do gênero, mostra que o amor e seus caminhos são sentimentos universais, apesar das variações. O mote para a exposição é um e-mail recebido por Sophie alguns anos antes. Nele, o escritor Grégoire Bouillier, seu então namorado, dava-lhe um fora e se despedia com a frase-título da mostra. A artista distribuiu este e-mail para 107 mulheres diferentes e escolhidas segundo a profissão e lhes pediu que interpretassem, ou melhor, esgotassem aquele e-mail, aquelas palavras. O resultado é um grande mosaico de sensações e sentimentos humanos.


Outro elemento que chama bastante atenção é a riqueza da exposição. São leituras que exploram a fotografia, o teatro, o vídeo, as artes gráficas, enfim, a exposição se caracteriza por uma variedade de formas de abordagem do tema. É muito interessante também, associar as profissões às formas de abordagem o que revela o caráter criativo das mais de cem mulheres que ajudaram Sophie a compor este ‘quadro-vivo’ do comportamento humano. A disposição dos elementos também deve ser elogiada. O pessoal do museu junto com os responsáveis pela organização da exposição souberam explorar o espaço no qual a instalação se encontra. Os nomes e as profissões grafadas próximas ao teto faz com que o expectador tenha que descobrir todo o ambiente e amplie sua área de observação.


É muito bom poder presenciar instalações deste tipo, pena que são tão raros na nossa capital. Mergulhar na exposição de Sophie é sentir a força que o amor tem para todos, e descobrir a dor e a delícia de ser mulher.

Espaço - Pandeiro


O espaço que gostaria de explorar vai além das suas propriedades físicas. Antes de imaginar um local concreto e fixo, como um largo, um prédio ou um bairro da cidade, pensei em explorar o pandeiro, instrumento de percussão popular em Salvador e que embala uma série de ritmos fundamentais para a cidade. A idéia é explorar diversos aspectos do instrumento, desde a sua produção, que pode ser feita de maneira artesanal ou industrial e utilizando diferentes materiais, como a pele de cabra e o acrílico, até a sua utilização nas mais diversas manifestações culturais. Dentre estas poderíamos destacar a capoeira, mistura de dança e luta originaria da Bahia e patrimônio cultural do Estado que utiliza o pandeiro para marcar a cadência dos cantos nas rodas distribuídas por toda a cidade, o samba e suas variações como o choro, o pagode e o samba de roda e as emboladas de improviso também conhecidas como repente. É lógico que existem outros ritmos no qual o pandeiro se faz presente, mas acredito serem estes os mais marcantes. Poderíamos também explora os tocadores do instrumento, mostrar suas origens e diversidade, afinal o pandeiro é hoje um instrumento extremamente popular. Gosto deste tema, pois além de gerar uma boa quantidade de imagens interessante, ainda é possível trabalhar de uma forma bastante peculiar com o áudio e a cadencia (ritmo) do vídeo. Desta forma, o pandeiro e suas extensões seriam o lugar que desejaria explorar.

domingo, 29 de novembro de 2009

Sofie Calle - "Cuide de Você"




Sinto na exposição da Sofie Calle uma dor sem tamanho.
Ela procura, através de 107 mulheres escolhidas para dissecar a carta recebida, exorcizar aquela carta de fim do seu relacionamento que tanto a machucou.
Esta ação transforma esta dor em arte.
Ora em uma arte fria, analisada.
Outra ora em poesia, cânticos, dança, cenas.
Essa postura da Sofie, onde a sua vida é exposta para o publico em forma de arte, no fundo é o que a maioria dos artistas fazem projetar na arte a sua dor ou alegria.
Porém a Sofie se expõe mais que outros artistas a partir do momento que ela se coloca como a protagonista desta da vida transformada em arte.
Ao mesmo tempo ela invade e confunde os seus seguidores quando mistura sua vida à outras vidas.

Arte e Tecnologia 3




Cristina Miranda e Cristina Salgado

Ao mexer com diversos sentidos elas nos mostram como somos observadores e ao mesmo tempo observado em ralação ao mundo.
A Bacia com água, que ao captar o que está em sua volta nos insere nele. Mas como observadores continuamos à margem, observantes.
É como se estivéssemos vendo uma realidae distorcida através da bacia com água.
Como o que vemos e um reflexo, esta imagem está sempre aumentada, como se fugisse ao controle, as imagens crescem e se deforma, e nuca estática, sempre em movimento por isso sempre está mudando o seu formato.

Arte e Tecnologia 2




Este trabalho intitulado “O tempo não Recuperado” do Lucas Bambozzi, nos leva a pensar na interatividade de mais de um som e imagem.
É um trabalho que através de 5 vídeos irregulares os sons se distribui em 02 vídeos de uma forma e em 03 vídeos de outra forma o que da a impressão de que de fato o tempo não se recupera, que a cada momento teremos uma nova leitura num outro tempo. Mas em determinado momento e as imagens se repetem, porém ao se misturar com outro som toma outro contexto e nos dá outra leitura.
Esta sonoridade visual nos da a ilusão de algo que está em mutação que não pra de aacontecer, real.

Video Instalação Ação Artística I





Trabalho desenvolvido no semestre passado, turma da professora Ivani Santana.
O tema do semestre passado foi o tempo, tendo como ponto de partida para a discussão o filme "Eu me lembro", de Edgar Navarro.
A vídeo instalação foi formada com imagens que compunham a memória dos alunos e com imagens que remetiam ao filme, a cenas, sensações e sentidos que o filme poderia sugerir
.A mala, representa a bagagem da lembrança. Abrindo-se a mala, com objetos e fotografias, revive-se um tempo que se passou, assim como o que se passa no vídeo.
Esta versão foi apresentada no Cinema da UFBa, no Vale do Canela.

Glow

http://www.youtube.com/watch?v=FLviiUsjXM0

O espetáculo de dança contemporânea Glow é resultado do trabalho do coreógrafo Gideon Obarzanek e do criador interativo Frieder Weiss.
O espetáculo surgiu com a idéia de englobar um vídeo pré-editado que seria projetado no momento da apresentação, até que Gideon conheceu  Frieder Weiss que lhe mostrou suas criações de softwares interativos, o que possibilitaria uma maior independência do dançarino, que não teria de seguir rigorosamente o vídeo, além de deixar o espetáculo mais interessante.
"A dançarina e o chão onde ela dança são iluminados por luz infravermelha. Uma câmera de vídeo capta de cima só a imagens no espectro infravermelho e capta a dançarina em movimento como uma forma preta sobre um fundo branco. O deslocamento contínuo do seu contorno e também a sua taxa de movimento são inseridos no computador como dados. O computador processa essa informação através de uma série de algoritmos que geram respostas de vídeo em tempo real. Essas imagens são projetadas de volta sobre a dançarina e o chão por meio do projetor de dados posicionado e alinhado com a câmera de vídeo em cima. Já que projetores de vídeo não emitem luz infravermelha, a câmera só vê o corpo humano e não as projeções. Essa troca acontece em uma fração de segundo, dando a impressão de que a relação é instantânea."



Arte e TEcnologia 1




Fábio Torres, consegue de forma singular, apropria-se das formas do Oscar Niemeyer para fazer da sua obra uma geométrica. Com isso temos uma o poder de transportar para no nosso cotidiano, através dos seus quadros, a arte do Niemeyer.
Num jogo de símbolos, mosaicos, o Fabio Torres recria e busca a re-significação através das cores. É através da obra de um grande arquiteto que recebe cores e nos premia através desta nova textura com uma outra leitura.
AS imagens também tem o formato de células, suas cores fazem esta referência de forma mais forte onde cada desenho supostamente arquitetônico toma o formato de um tecido do nosso corpo.







Projeto Chernobyl – Alice Miceli

Fotografando o Invisível.

Chernobyl, cidade do norte da Ucrânia, que em 26 de Abril de 1986 sofreu um dos piores acidente nucleares da história. Devastando a vida de centenas de pessoas, animais e do meio ambiente. Esse cenário caótico inspirou Alice Miceli na idealização do Projeto Chernobyl – Imagens do Invisível. Ganhador do VI Prêmio Sergio Mota de Arte e Tecnologia.

O propósito do projeto era captar imagens de objetos que emitiam radiação gama, fazendo uso de uma câmera fotográfica feita de chumbo, criada especificamente para o projeto, e, usando a técnica de autoradiografia – método que se baseia no princípio de que, quando material radioativo é colocado em contato com uma emulsão fotográfica, suas radiações ionizantes sensibilizam a emulsão nos pontos irradiados.

Depois de um ano de pesquisa no Brasil, Alice partiu para Bielo-Rússia. Onde por dias visitou a zona de exclusão daquele local. Embora a radiação só pudesse ser detectada tecnicamente, denunciava-se gritantemente pelo rastro de destruição que deixava para trás. Depois de duas viagens a Bielo-Rússia coletando material, é montada uma exposição, que consistia em retratar, imagens geradas pela radioatividade e mostradas nas fotos, a partir de silhuetas produzidas por uma energia invisível. Muito Bonito!

Poesia Digital.

Na contramão dos poetas, escritores e teóricos que viam nas inovações tecnológicas, um inimigo à poesia, André Vallias, vislumbrou nesse mundo, a oportunidade de reconfigurar a poesia, sob a luz da irreversível revolução tecnológica que assola nossa era. Nessa perspectiva criou vários poemas interativos. Entre eles o ensaio-poético digital: ORATORIO, pelo qual ganhou o IV Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia.

Inspirado na estética do “arrastão” de Tom Zé, ORATORIO, discorre sobre a cidade do Rio de Janeiro, propondo uma brincadeira interativa, onde o leitor pode visualizar a cidade ou aspectos dela, sobre um recorte visual, que alia som, imagens, movimento e palavras. LOGO, MORRO, RIO, essas três palavras compõe o mosaico que dá acesso, ao jogo, que sem uma linearidade, nos leva a parte características do Rio como o Corcovado, Favela da Rocinha ou Passarela do Samba, nos fazendo ver, sentir ou pensar o Rio de Janeiro da forma mais poética possível. Magnífico!

Show Retransformafrikando, André Abumjara.

http://www.youtube.com/watch?v=tXQNVED97EY


O músico André Ambujara que também é  ator, produtor e faz trilhas sonoras para teatro e cinema apresenta-se agora com o show Retransformafrikando.
 Neste show, há convidados virtuais que cantam junto com Abumjara ,projetados em vídeo, como Alzira Espindola, Fernanda Takai, o pai Antonio Abujamra, Miriam Maria, Hugo Hori, entre outros.
Está aí a interação entre arte, música, e tecnologia, a projeção dos vídeos.

Ponte - Vídeo - Instalação de Raquel Kogut e Lea Van Steen















Vídeo Instalação de Lea Van Steen e Raquel Kogut.

Um diálogo poético entre ambiente, pessoas e objetos; eis a proposta de Lea Van Steen e Raquel Kogut, na vídeo-instalação Ponte.

Trata-se de uma conexão entre prédios da Av. Paulista–SP. Essa conexão cria uma ilusão de ótica através de espelhos, luz e reflexos, possibilitando que os transeuntes se projetem para além do espaço delimitado. A experiência sensorial proposta pelas artistas, é que, com a sobreposição de projeção e refração, e a conseqüente multiplicação do espaço, que esse efeito provoca, haja uma imerção máxima dos participantes, sensibilizando todos os sentidos, e não somente o visual. Várias leituras de um mesmo espaço, real e ilusório, dentro e fora coexistindo simultaneamente.

Regurgitofagia.





"Regurgitofagia: "vomitar" os excessos a fim de avaliarmos o que de fato queremos redeglutir".


Michel Melamed é o idealizador do livro, do disco e da peça " Regurgitofagia".
A idéia é discutir os excessos da modernidade, a coisificação das relação humanas. Regurgitar é um ato de resistência diante da quantidade informações acessada ou quase imposta a nós por todos os veículos de comunicação.
O autor e ator se utiliza, na peça, de uma interface denominada " pau-de-arara", onde os sorriso, tosse, aplausos, ou outros tipos de produções de som da platéia são captados por microfones e tranformadas em descarga elétrica que o ator recebe, transformando a peça num misto de poesia falada, interatividade e perfomance, permeada pelo humor e pela ironia.






Sophie Calle



Muita gente usa arte para expor o que há dentro de si, experiências vividas sonhos alcançados ou não.
Sophie Calle faz isso através de uma exposição fotográfica onde estão representadas diversas interpretações sobre uma carta de amor que a artista recebeu.
Existem muitas formas de vivenciar amores e dores.Isso pode não significar superar. Mas entender, não fugir e aceitar alguns caminhos da vida, transformar as experiências em algo com beleza ou criatividade. Acredito que a arte exerce um papel interessante nesse sentido.

Arte e Geografia



por Gail Ryan 
A passagem de um trem por dentro deste túnel modificou a luz do local.
Essa fotografia é uma das vencedoras do concurso de fotografia National Geographic's International Photography Contest.




Nos somos a Ilha desconhecida





O Conto da Ilha desconhecida de José Saramago nos leva a várias reflexões, para mim ele é mais complexo do que parece ser.
Faz-nos refletir sobre a procura do nosso eu próprio. A procura por um sentido para a nossa vida.
O que pode parecer uma perda de tempo enorme, para outros é procura pelo desconhecido que pode estar dentro de nós ou ao nosso lado.
Também se apresenta com busca enriquecedora, que nos leva a conhecer novos mares e perceber a riqueza que nos rodeia.
Ousar é necessário e só alcançamos o que queremos se lutamos por isso.
Socialmente falando, percebemos que o povo não tem dimensão da sua força e a ida do homem que vai pedir o barco ao Rei, movimenta e espanta o reinado.
O incomodo que o Rei se encontra diante da insistência do desconhecido é visível.
E que vence o Rei pelo cansaço uma estratégia foi desenhada muito antes exatamente para que o Rei cedesse como ele avia previsto.
As atitudes da mulher depois de ver o Rei atendem-lo, é segui-lo para juntar-se a ele nesta aventura nos leva também a crer que este abre caminho para novas jornadas.
A resposta da mulher da limpeza para o navegador também é uma prova de que este conseguiu fazer com que ela não se conformasse com a vida que tinha. Ela diz: “As Portas que eu queria abrir já foram abertas”. Ou seja, ela quer ter a chance de conhecer e singrar outros mares. E outra coisa que não pode deixar de ser notado é quando a mulher fala que saiu pela porta das decisões. Ou seja, que ela está decidida a seguir novos rumos.
AO dize que quer saber quem é ao chegar à ilha desconhecida e que não sabemos quem somos se não saímos de dentro de nós é a conclusão da busca de nós no outro.
A mulher responde que o Filósofo do Palácio dizia que todo homem é uma ilha e que às vezes para se ver a ilha temos que sair dela. Ou seja, que não nos vemos se não saímos de nós.
E ao omitir o que um pensava do outro se mostram ilhas, mas ao acordar um nos braços do outro perceberam que já estavam a singrar o mar a procura de si mesmo.

Culture Robot 4.0











Culture Robot 4.0


O projeto desenvolvido por Ricardo Palmieri e Kruno Jost é surpreendentemente inovador por apresentar um jeito diferente de trabalhar as mídias locativas, o culture robot está ambientado na representação cartográfica de determinadas cidades, na qual os co autores do projeto demarcam regiões diferentes no mapa e realizam registros audiovisuais, que posteriormente será visualizado no momento em que o Robô “low-tech” perpassar por determinados locais mapeados, possibilitando assim a projeção do material captado, isto só se torna possível pela integração dos games com tal plataforma mais especificamente o controlador do jogo Nitendo Wii que interage com o Low-Tech via Bluetooth.

O projeto abriga também a territorialidade no mundo atual, se nos colocarmos no lugar do Robô facilmente perceberemos como estamos sempre cooptados por coordenadas pré-estabelecidas delimitando de forma minuciosa a nossa localização, observando o low-tech evidenciei que apesar dele ter um mapa para percorrer ele estava eternamente confinado em um Losango que já estava objetivando as suas coordenadas construindo um espaço de aprisionamento.


Danilo Umbelino


Projeto Marginalia






Marginalia


O projeto marginalia foi desenvolvido pelo software Gesture Mapping no ambiente de programação Processing criando uma instalação em que o espectador com uma lanterna define a área em que serão geradas as imagens do projetor multimídia direcionado para tela. A intervenção se torna possível através da existência de uma câmera de vídeo que identifica os pontos de luminosidade e informa para o computador que exibe o determinado trecho iluminado.

O projeto possibilita uma interação intensa entre a arte e Tecnologia, sendo que a tecnologia faz com que a arte seja descoberta de uma forma experimental, o espectador decide qual o ponto da tela artística ele deseja visualizar, mesmo não tendo a noção do que esteja escondido na tela escura. A versão beta foi lançada em 5 de junho de 2008 em córdoba “Argentina”, onde residia um dos co realizadores André Mintz.


Danilo Umbelino

Dynamic Painting


http://www.youtube.com/watch?v=QQaO76KjZtE


Dynamic painting

As pinturas antes inanimadas e estáticas tomaram outra estrutura com a habilidade tanto para artes plásticas tanto para o mundo digital do artista San Base, que em meados dos anos 90 criou o dynamic painting que é justamente o conceito da pintura dinâmica que hoje podemos experimentar em nossos computadores pessoais como descanso de tela, em muitas vezes as transições entre cores e imagens são tão suaves que nos remete a uma cadeia de Dna rotacionando e perpassando de um ambiente a outro em poucos segundos.

A intencionalidade do artista era mostrar pinturas diversas em constante transição criando um efeito magnífico de rotatividade visual entre as imagens que na sua maioria são criadas pelo próprio San Base, A idéia de criar o dynamic painting teve inicio em uma época de inviabilidade de realização da arte, na qual as telas de pintura se tornaram inacessíveis por seu auto custo, então brilhantemente San começou a integra arte e a tecnologia. O software criado por Base mapeia a área que ele tem a intenção que se modifique respeitando a temporalidade estabelecida na própria linha de programação, os algoritmos ditam a construção da arte na tela.


Danilo Umbelino


Culture Robotic 4.0


Entre a popularização do domínio virtual da realidade, constituído por entidades e ações puramente informacionais; meio, conceitualmente análogo a um espaço físico, em que seres humanos, máquinas e programas computacionais interagem, transformando os espaços sociais, também sobressai a mídia locativa.
André Lemos (2007) conceitua mídia locativa como: “conjunto de tecnologias e processos info-comunicacionais cujo conteúdo informacional vincula-se a um lugar específico“. Acrescenta: “caracteriza-se por emissão de informação digital a partir de lugares/objetos.
A exemplo destaca-se: Culture Robot 4.0, projeto vencedor do prêmio Mídias Locativas do Vivo arte.mov 2009, projeto de Kruno Jost e Ricardo Palmieri, participação do projeto também os artistas Mateus Mateus Knelsen e Paloma Oliveira, aborda as questões da contextualização espaço público através de vídeos.
Segundo os autores, em Culture Robot 4.0 a cidade é convertida em um plano de atuação no qual subjetividades colidem a todo momento, “não somente no encontro entre sujeitos, mas nas interpolações de signos de expressão particulares que evocam a experiência do insconsciente coletivo por meio do fluxo de informação na urbe”.
Os artistas buscam explorar novas diretrizes para criação de contextos informacionais diretamente ligados ao espaço público.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

CUIDE DE VOCÊ-SOPHIE CALLE.

Que reação uma desilusão amorosa pode causar?
Sophie Calle reagiu de forma diferente com uma exposição na qual 107 mulheres cada uma com a sua subjetividade respondem por ela.
Nesta exposição o sucesso da obra é consequência da dor por causa da perda, uma maneira que Sophie Calle achou para cuidar dela mesma, ou seja, tirar proveito do sofrimento.
Essa exposição é o rompimento dando lugar ao surgimento de uma obra ampla e questionadora.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mostra Final - Cidade Recortada

A ilha desconhecida.

Jose Saramago, em seu livro " A ilha desconhecida" nos faz refletir sobre valores na vida. De que adianta ter todas as ilhas e viver aprisionado num castelo?
E mais.
A vida da gente é indo em busca de nossos sonhos. Ilhas desconhecidas.
Não sabemos bem o caminho, sabemos que lá do outro lado de um mar de acontecimentos, chegaremos àquele lugar que almejamos, mas que não sabemos exatamente o que é.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O conto da ilha desconhecida,

A busca por um lugar desconhecido, uma ilha ("inexistente"), torna-se o foco das atenções neste conto, visando propor-nos a reflexão sobre nossos comportamentos diante desse desconhecido.
O rei é procurado por um homem, que lhe pede um barco para que pudesse viajar ate uma ilha desconhecida. Diante da proposta, o rei questiona-o sobre o fato dele conhecer algo desconhecido, e ele sugere-lhe tal pensamento: todas as ilhas são desconhecidas, até que alguém alí desembarque.
Trata-se de um conto otimista, onde a força de vontade e a determinação fazem o personagem manter firme seu proposito.

Navegando em águas desconhecidas



O conto ilha desconhecida de inicio nos dá a idéia de uma centralização e esolamento do poder, uma vez que o rei desde que poôs a coroa na cabeça não mais haveria sido visto por seus suditos.


Um barco foi pedido com o proposito de se conhecer a ilha desconhecida, a segunda hitória nos faz pensar sobre o auto desconhecimento.

Fazendo uma compreenção sobre as duas histórias, talvez, o homem, não pediu ao rei um barco e sim discernimento e instrumento para navegar nos oceanos do desconhecimento interior.

visualização de dados

http://www.alfredojaar.net/

no site do artista ALFREDO JAAR ver a obra "Lights in the city", 1999
(clica em recent projects, e na foto da cúpula com uma luz vermelha)

Alfredo Jaar instalou num tradicional monumento em old Montreal
no Canadá, uma luz vermelha de 100 mil watts de potência
que era acionada pela campanhia de uma casa para pessoas sem teto,
localizada a 500 quadras de distância do monumento.
Toda vez que um sem teto entrava na casa a forte luz vermelha
acendia a 500 quadras de distancia.

Geograficamente artistico


Não há hipotese de se pensar em arte e geografia, sem pensar tambem em arquitetura, a arquitetura nada mais é que a arte de construir, a técnica de projetar e edificar o ambiente habitado pelo ser humano, trata-se tambem da organização do espaço e de seus elementos.
A estrutura acima representada graficamente é a demostração do exercicio da arte onde a arte trabalha em plena armonia com a ageografia local, se foi aproveitado um local montanhoso para se edificar uma residencia, isso não é apenas arquitetura, isso também não é apenas geografia, esta sim é a mais autentica representação da arte.

por: Jamilson de Sousa

Seguindo um conselho


Ela provou que sabe cuidar dela. Na esposição de Sophie Calle, entitulada "Prenez soin de Vous" ou no bom e velho português "Cuide de você" um ex-namorado de maneira poética e sincera, e ao mesmo tempo covarde, rompe o relacionamento com a Sophie, diante disso, muitas outras mulheres teriam atitudes onde refletisse a desilusão amorosa, mas, a sophie, pulou esta parte e foi direto ao momento da superação e vingança, uma vingança sutil e artistica. Presenciei a exposição onde mostra fotos e respostas de apoio a artista, e junto a estas respostas, contem fotos e videos de diversas outras mulheres de nacionalidade diferente e profições diferentes, são outros olhares.


por: Jamilson de Sousa

Os Poderosos









Em tudo idênticos a eles Rule, Mappa del Potere (Mapa do Power) tenta facilitar um retrato das relações entre grandes empresas públicas, na Itália. Tal como em They Rule, os usuários podem criar seus próprios mapas, pesquisa de uma única pessoa ou empresa, descobrir os relacionamentos de cada pessoa entre as empresas e os laços da empresa inerentes através de pessoas comuns no conselho de administração.


URL:
http://mappadelpotere.casaleggioassociati.it/

geografia e arte

video
arte não finalizada de mapa que simula visualização
de dados, realizada durante ação artística 2009
silvana rezende

Um Lugar!!!


Um lugar onde meus olhos

não sejam alimentados com a

sujeira deste mundo.

Um lugar incolor, um lugar onde não esteja

contaminado com a epidemia de malevolência.



Postado por Vanessa Ribeiro.

Um outro olhar da Arte e Geografia

Um outro olhar da Arte e Geografia

É interessante a reflexão da geografia em seu processo histórico, que constitui a formação, dramaticamente, de uma rede de controle que inclui a relação corretiva com sistema de valores do espaço, ou seja, a formação de uma territorialidade de uma cidade.

As organizações da máquina do estado sempre lutarão para formar coordenadas de tempo, que sempre estarão colocadas em um limite. A cartografia como elemento desse aparelho do estado, em muito lutou para formação desses limites. Limites que posteriormente foram colocados como razões diplomáticas, ou seja, negociações entre território e sociedade.

A fragmentação e a marginalidade são efetivamente invisíveis na posição da síntese geográfica, realidades que se processam âmbito das desconexões globalizadas. Dentro desse processo as paisagens por si só já dizem menos das transformações e das ambigüidades dos lugares. Assim Milton Santos afirmou que a paisagem é uma mentira funcional. (SANTOS. M. 2004, p. 23).

A “arte e geografia” ao invés de tratar a cartografia como caminhos e paisagens, tratam cartografar processos e margens, passando da contemplação para a ação humana junto às paisagens que constantemente configura.



Postado por Vanessa Ribeiro.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

VISUAL COMPLEXITY



IDENTITAT

Author(s):Jonas Loh and Steffen Fiedler

Institution: (unknown)

Year: 2009

URL: http://www.digital-identities.com/concept.html

Link: http://www.visualcomplexity.com/vc/project_details.cfm?index=699&id=699&domain=


Hoje quase todo mundo tem pelo menos uma representação digital de uma das várias comunidades sociais, como o Flickr, Facebook e MySpace. Nós tendemos a criar esses perfis para nos expressar, encontrar amizade, conexões e ganhar reputação. Os dados do perfil são constantemente alteradas, retocadas e atualizado para criar uma imagem abrangente, que chama a atenção, a moeda da web.

O Identität monografia - A "Gestalt" da identidade digital - por Jonas Loh e Fiedler Steffen tem como objetivo avaliar como uma identidade digital é gerado, a fim de determinar certos parâmetros em que uma análise semelhante da identidade digital é possível. Mais de cem mil pessoal conjuntos de dados brutos foram rastreados a partir da web para preencher esses parâmetros com os assuntos. Após a fase de análise, os dados foram visualmente captada e interpretada para dar a identidade digital desencarnada uma característica única e "Gestalt" na forma de uma escultura gerado.

Focalizando os dados específicos de comparação, as identidades digitais de oito pessoas específicas foram gravados e observados através de uma WebCrawler personalizado. Sua consumista (Amazônia), o comportamento da comunicação (twister), interesses (deliciosa) e hábitos musicais (last.fm) foram salvas em um banco de dados personalizado. Além disso, estes dados foram analisados em detalhe para determinar quatro parâmetros que gerou a forma de escultura.



Postado por: Vanessa Ribeiro.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Na estrada - visualização de dados.


Stefanie Posavec é uma ilustradora de capas de livros, que criou o projeto Writing Without Words. Esse projeto possibilita a visualização de gráficos e regras sobre os padrões literários. O livro utilizado por Stefanie no projeto foi "On the Road" de Jack Kerouac, mostrando o ritmo da narrativa, extensão de frases e sentenças e a repetição de temas no texto do autor, separa os capítulos das obras indicando os personagens e os assuntos envolvidos em cada parte.
Stefanie faz esse trabalho gráfico através de uma grande pesquisa sobre o livro, separando as partes importantes e informacionais para o seu projeto.
No site de Stefanie Posavec a visualização do seu projeto é mais compreensível e empolgante:



domingo, 15 de novembro de 2009

Arte e Geografia: Lençóis.art.br

Através de tecnologias low e do hi tech o projeto Lençóis.art.br busca através da mistura e do contraste entre os viventes da cidade grande e o “isolamento” aparente do indivíduo de uma cidade sem infra estrutura, no interior, tipicamente rural, a expressão artística aliada a tecnologia. Já que o conteúdo produzido pelas pessoas da região que tinham em mãos os aparelhos celulares e dispositivos tecnológicos assim como os desenhos feitos a mão eram publicados no blog do projeto que tem também como prática artística o mapeamento desta cidade no interior da Bahia que passa despercebida pelos satélites e programas computacionais de mapeamento como o GoogleMaps e Yahoo!Local por estas cidades como estas não possuem mapas precisos.

Este projeto é coordenado por nossa profesora Karla Brunet [gente eu não tô puxando o saco!]