segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Atlântico – André Hime e Huila Gomes



Por trabalhar muito com abstrações, texturas e efeitos, muitas obras da vídeo-arte são mal interpretadas ou possuem uma aceitação difícil para o grande público. No entanto, muitas vezes acontece o contrário. Diretores produzem obras que só funcionam dentro da sua própria imaginação. E para ser critico mesmo, são ruins, sem graça e de um alcance muito pequeno. Esta é a minha opinião a respeito do vídeo-arte “Atlântico”, de André Hime e Huila Gomes. Por ter recebido a menção honrosa dos jurados na mostra competitiva do 4° Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, esperava muito mais dos diretores, conhecidos por trabalhos com a Pixel Banana, que desde 2005 atua como grupo audiovisual independente. O vídeo mostra a visão de alguém que corre desesperadamente para o mar e se lança nas águas. A câmera fica o tempo todo em primeira pessoa, com bastantes tremulações e utilizando um efeito para desfocar as imagens. Primeiro ela filma a corrida (sem jamais aparecer o corpo da pessoa) até a água explorando a desenho das pedras na areia e a suas texturas, até entrar com a câmera debaixo d’água e mostrar os desenhos e deformações visuais que a água propicia.


A verdade é que o vídeo não despertou nada demais em mim, não me mostrou nada de novo. Até concordo que ele possua um valor estético interessante, mas é muito pouco para receber uma menção honrosa e se colocar ao lado de vídeos como o “98001075056” de Felipe Barros. O vídeo pode até ser bonito e passar uma sensação de tranqüilidade por conta das paisagens maravilhosas que captura, no entanto não traz nenhum tipo de provocação, nenhum tipo de novidade estética. Ficou um gosto de decepção e um questionamento pela menção honrosa. Achei tudo muito normal, acho que só os diretores e os jurados consideraram uma obra de arte daquelas.



Link para o vídeo:



http://www.youtube.com/watch?v=7sR7cIDA9pc

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